Retrospecto Corintiano


Jogo 5.128

2 x 0
Ronaldo desequilibrou mais uma vez e o Corinthians teve pouco trabalho para despachar o Santo André por 2 x 0 na tarde deste domingo no Pacaembu, praticamente selando o retorno à Série B de um cluve que no ano passado retornou à elite do futebol nacional como vice do Timão.

A vitória alvinegra pôs fim a uma sequência de cinco empates consecutivos no duelo entre Corinthians e Santo André, quatro deles por 1 x 1.

Sempre redondo, o atacante alvinegro abriu o placar com um lindo gol de canhota de fora da área aos 36 minutos do primeiro tempo. A bola foi na forquilha, sem chances para o goleiro Neneca. Aos 30 da etapa complementar, Ronaldo matou no peito na meia lua e deu um passe meio quadrado, mas a zaga tratou de arredondar para Dentinho fuzilar na saída de Neneca.

Além da boa atuação do Fofômeno, destaques para Jorge Henrique e Defederico. Os dois tabelaram com facilidade na partida de hoje e jogaram bola como se fossem companheiros de peladas desde a infância. Balbuena, pelo segundo jogo seguido, carimbou o travessão e mostrou raça.

Os leitores deste Retrospecto Corintiano já devem ter reparado que o blogueiro é um tanto corintianocêntrico. Eis que o sujeito foi olhar com mais atenção a tabela agora à noite e percebeu que o Timão está a apenas dez pontos do topo da tabela. Restam doze em disputa. É improvável o que você está pensando que o maluco do blogeiro está pensando? Sim, claro que é. Bastante improvável, aliás. Mas é impossível? Não. Longe disso. Nada é impossível. E não. Eu não bebi demais. Pelo menos por hoje.

Contra o Santo André:
Retrospecto geral: 30 jogos, 14 vitórias, 12 empates, 4 derrotas, 43 gols pró, 24 gols contra.

O Corinthians em 2009:
68 jogos; 32 vitórias; 24 empates; 12 derrotas; 106 gols pró; 73 gols contra.

Artilheiros em 2009:
22 gols: Ronaldo (+1); 14 gols: Dentinho (+1) e Chicão; 10 gols: Jorge Henrique; 6 gols: Elias, Cristian e André Santos; 4 gols: Souza e Otacílio Neto; 3 gols: Jean e Douglas; 2 gols: Jucilei, Marcinho e Boquita; 1 gol: Defederico, Bill, Moradei, Renato, Diogo, Lulinha e William. Contra: Adriano, do Oeste de Itápolis, na vitória do Corinthians por 4 x 1 em 31/01/2009.

Na história do Campeonato Brasileiro:
989 jogos; 412 vitórias; 293 empates; 284 derrotas; 1.308 gols pró; 1.085 gols contra.

O Corinthians na história:
5.128 jogos*; 2.681 vitórias; 1.257 empates; 1.174 derrotas; 9.954 gols pró; 6.048 gols contra.

*Dos jogos feitos pelo Corinthians desde 1910, há 15 partidas cujos resultados não foram registrados e continuam desconhecidos até hoje.



 Escrito por Ricardo às 21h38 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.127

2 x 2
O Corinthians dominou a maior parte do clássico deste domingo contra o Palmeiras em Presidente Prudente e chegou a estar duas vezes adiante no marcador, mas falhas no setor defensivo e uma mãozinha do árbitro Héber Roberto Lopes ao adversário selaram o empate por 2 x 2.

O Timão alugou o meio de campo durante o primeiro tempo, mas saiu na frente somente aos 39 minutos. Defederico deu passe magistral para Jorge Henrique, que saiu na cara do gol. Ao driblar Marcos, Jorge Henrique foi derrubado pelo goleiro palmeirense. Marcos foi expulso. E Ronaldo abriu o placar ao bater a penalidade.

Dois minutos depois, Jorge Henrique puxava contra-ataque quando sofreu carrinho criminoso de Danilo. O lance era para expulsão, mas Héber Roberto Lopes ficou só no cartão amarelo. No início do segundo tempo, a defesa falhou, Felipe cassou borboleta e Danilo, que deveria ter sido expulso, igualou o marcador.

Mas o Corinthians continuava senhor do jogo. Aos 20, novo passe magistral de Defederico, desta vez para Ronaldo. O atacante corintiano gingou, tirou o goleiro Bruno e, quase sem ângulo, colocou o Timão novamente na frente. Tudo parecia caminhar para o fim do jejum de três anos sem vencer o Palmeiras. Só que o Palmeiras empataria o jogo em nova falha de marcação.

Defederico, Jorge Henrique e Ronaldo jogaram muito bem, mas o Palmeiras soube se defender e assegurou o empate, mesmo tendo jogado mais de um tempo inteiro com um homem a menos no calor infernal de Presidente Prudente.

Aliás, o jogo ficou muito além das minhas expectativas. Jogar em Prudente com sol a pino (e sol de três da tarde, já que estamos em horário de verão) é de matar. Apesar da falta de bom senso da parte de quem marcou o jogo para esse horário, a partida foi brigada e disputada. O Palmeiras, inclusive exagerou na chinelada, mas a arbitragem foi condescendente com as botinadas alviverdes.

Para o Corinthians, 2009 acabou hoje. Este blog acompanhará os últimos jogos da temporada em ritmo de balanço de fim de ano, e torcendo para que o centenário alvinegro seja mais prolífico do que o atual em títulos e em bom futebol, que ficou limitado ao primeiro semestre.

Não que vencer o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil seja pouco. É ótimo. Mas qualquer pessoa menos desatenta sabe que, se tivesse encarado o Brasileirão com seriedade, o Corinthians estaria agora brigando pela tríplice coroa.

Contra o Palmeiras:
Retrospecto geral: 330 jogos, 112 vitórias, 98 empates, 120 derrotas, 444 gols pró, 488 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 35 jogos, 10 vitórias, 13 empates, 12 derrotas, 33 gols pró, 46 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 23h48 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.126

0 x 1
O Corinthians finalmente voltou a apresentar um futebol consistente e derrotou o Vitória por 1 x 0 na noite desta quarta-feira no Barradão, em Salvador. O gol do triunfo sobre o assíduo freguês soteropolitano foi marcado pelo argentino Defederico. Ele posicionou-se com inteligência na última linha da defesa adversária e aproveitou belo passe de Jucilei no segundo tempo para marcar seu primeiro gol com o manto alvinegro. O primeiro de muitos, espero eu.

Restando seis rodadas para o término da competição, o resultado de hoje tanto faz como tanto fez. A expectativa maior, daqui para adiante, fica por conta do clássico da próxima rodada contra o Palmeiras. Dependendo dos resultados da quinta-feira e do fim de semana, uma vitória alvinegra no domingo pode tirar seu maior rival do grupo de times que se classificam para a Libertadores.

Acirrado como está o Campeonato Brasileiro deste ano, é claro que a situação não seria necessariamente definitiva, mas seria um feito interessante para o Timão, que já ganhou o que tinha para ganhar este ano, mas ainda deve uma atuação de gala contra o Palmeiras.

Contra o Vitória:
Retrospecto geral: 32 jogos, 18 vitórias, 9 empates, 5 derrotas, 62 gols pró, 34 gols contra.
No Campeonato Brasileiro: 25 jogos, 16 vitórias, 6 empates, 3 derrotas, 53 gols pró, 23 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 23h57 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.125

0 x 1
Um gol irregular de Gilberto aos 40 minutos do primeiro tempo assegurou ao Cruzeiro uma vitória pela contagem mínima sobre o Corinthians no início da noite deste domingo no Pacaembu. Há quem vá alegar que o Timão tenha jogado mal. E realmente jogou. Mas o time mineiro também não jogou nenhuma maravilha e achou a vitória num erro do bandeirinha.

Quando o alvinegro obtém algum benefício da arbitragem, é comum o PIB estampar o acontecimento em suas manchetes, promover debates dirigidos e buscar desqualificar o Corinthians de todas as formas possíveis e imagináveis. Já quando o erro prejudica o Timão, silêncio! O episódio costuma ser omitido.

E isso quando o PIB não resolve tentar justificar o erro da arbitragem. "Mas o lance era interpretativo", disseram alguns sobre o gol legítimo de Dentinho anulado outro dia contra o São Paulo. "Mas era 'só' meio metro de impedimento", justificarão outros, quando a arbitragem validar um gol ilegal contra o Timão, como ocorreu hoje. No início do jogo deste domingo, quando Ronaldo marcou um gol irregular, juiz e auxiliar apressaram-se em anular o lance. Vai ter replay? Nem a pau.

Como diria o saudoso e vitorioso ex-técnico mosqueteiro Carlos Alberto Parreira, "o gol é um detalhe". E o Cruzeiro ganhou do Corinthians por um detalhe. Irregular, mas um detalhe. Fora o gol, o Cruzeiro defendeu-se e cozinhou o jogo. Nada além. Totalmente sem inspiração, o Corinthians não conseguiu reagir. Quando tentou, parou nas mãos do goleiro Fábio. Os destaques negativos ficaram, a meu ver, para Elias e Marcelo Oliveira, que conseguiram apresentar desempenhos abaixo da crítica.

A partir dos 30 do segundo tempo, o Corinthians ficou com um homem a mais em campo, quando Fernandinho foi expulso. A meu ver, por exagero do juiz. Mas nem assim o time conseguiu fazer pressão suficiente para chegar ao empate. O que dizer então para virar.

Com o resultado de hoje, Corinthians e Cruzeiro chegam ao quarto duelo consecutivo no qual o mandante leva uma chamuscada do visitante neste clássico nacional prestes a completar 70 anos de história. Não ocorre nenhuma vitória de mandante neste confronto desde 2006.

Ao mesmo tempo, depois de passar mais de um ano praticamente imbatível em seus domínios, o Corinthians parece jogar como visitante em seu próprio lar. Das quatro derrotas sofridas pelo alvinegro este ano no Pacaembu, três ocorreram nos últimos quatro jogos disputados no estádio.

Contra o Cruzeiro:
Retrospecto geral: 64 jogos, 27 vitórias, 17 empates, 20 derrotas, 90 gols pró, 79 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 44 jogos, 16 vitórias, 13 empates, 15 derrotas, 49 gols pró, 45 gols contra.

O Corinthians no Pacaembu:
1.540 jogos; 872 vitórias; 362 empates; 306 derrotas; 3.048 gols pró; 1.815 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 22h09 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.124

2 x 0
São essas atuações ridículas do Corinthians que me irritam. Numa tarde de total passividade, o alvinegro deixou o Sport Recife jogar à vontade e perdeu por 2 x 0 na Ilha do Retiro.

Concordo que a conquista da Copa do Brasil tenha dado uma relaxada na turma e blablablá, mas agora está demais. Já passou do ponto faz tempo.

Basta um time da zona de rebaixamento vir jogar contra o Corinthians para se ter certeza de que o Timão perderá pontos.

Salvo uma ou outra exceção, os jogadores entram em campo como se nada estivesse acontecendo, como se o jogo estivesse ganho.

Detestar perder faz parte do jeito de ser corintiano. Mas a derrota para determinados adversários é mais detestável que a média, como no caso de perder para o Sport.

É fato que, se jogasse como no primeiro semestre, a essa altura o Corinthians seria o líder disparado do Campeonato Brasileiro e estaria a poucos pontos da tríplice coroa. Mas o time jogou a toalha muito cedo. Desistiu de ser protagonista para se transformar em coajuvante de luxo. Isto não é Corinthians.

Corinthians é luta, raça, vibração. É não se conformar com derrota. Até o último minuto. Não creio que essa atitude se mantenha no ano do centenário. Mas futebol é momento, foco, cabeça no lugar. E o momento é péssimo, o foco inexiste e a cabeça está perdida em algum canto por aí. Acorda, Corinthians!

Contra o Sport Recife:
Retrospecto geral: 30 jogos, 9 vitórias, 8 empates, 13 derrotas, 34 gols pró, 43 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 25 jogos, 7 vitórias, 7 empates, 11 derrotas, 24 gols pró, 34 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 20h43 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.123

2 x 1
Depois de uma ridícula sequência de apenas três pontos conquistados em 15 disputados, o Corinthians reencontrou o bom futebol na tarde deste sábado e derrotou o Grêmio por 2 x 1 no Pacaembu. Trata-se da primeira vitória alvinegra em 40 dias, após uma sequência de duas derrotas em casa e três empates fora.

Pode-se dizer que o Corinthians voltou a jogar como um time após passar algumas semanas entrando em campo como um amontoado de jogadores. Felipe fechou o gol; Chicão e William, juntos de novo, recompuseram a defesa; Elias voltou a correr no meio de campo; na frente, Ronaldo, Jorge Henrique e Dentinho infernizaram a vida da zaga adversária.

Logo nas primeiras jogadas foi possível perceber que Ronaldo havia entrado em campo a fim de jogo. E caras como ele, quando querem jogar, não passam em branco. Aos 11 minutos, Ronaldo inaugurou o marcador em um chute de esquerda de longa distância depois de uma jogada bem tramada. Foi o centésimo gol do Corinthians no ano. Também foi dele o passe para Elias ampliar a vantagem alvinegra depois em um contra-ataque fulminante aos 33 minutos. No restante da partida, quando acionado, Ronaldo levou perigo.

O argentino Defederico entrou no fim e teve uma atuação mais próxima do que se espera dele, buscando a bola e participando ativamente das jogadas de ataque. Ele teve uma chance de liquidar a fatura no fim da partida, mas, depois de limpar o zagueiro, pegou muito embaixo da bola e desperdiçou a oportunidade. Mas ele está se adaptando e, creio eu, em pouco tempo estará plenamente integrado.

Enquanto isso, hoje aproveitarei para, finalmente, falar sobre Felipe. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe da bronca que desenvolvi com relação a ele no decorrer de 2008. Depois de atuações espetaculares no ano do rebaixamento (não fosse por ele, o Corinthians teria caído antes da última rodada), Felipe teve uma queda vertiginosa de rendimento no ano passado, mas comportava-se como se tivesse um rei na barriga, como se fizesse um favor em defender o Corinthians. Ele, cujos momentos mais marcantes da carreira eram rebaixamentos pelo Vitória, pela Portuguesa e pelo Timão, teve responsabilidade por uma parcela alta dos poucos gols que o Corinthians sofreu no ano passado.

Até que veio 2009. E as primeiras atuações de Felipe justificavam minhas desconfianças. Era falha atrás de falha no Campeonato Paulista. Veio então a Copa do Brasil. E Felipe voltou a repetir as excelentes atuações de 2007. E, quando eu pensava "hoje eu elogio o Felipe", ele ia lá e entregava um jogo. Não sou supersticioso, mas o leitor sabe como são as coisas no meio do futebol. Preferi não me arriscar a elogiar. Vai que dá azar. Mas reservei as críticas somente para as falhas mais absurdas, como o gol contra no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista.

Então o Corinthians foi campeão paulista e da Copa do Brasil e resolvi esperar uma atuação de gala de Felipe para refazer minha opinião sobre ele. O que marca a carreira de Felipe hoje não são rebaixamentos sucessivos, mas conquistas. E todas elas pelo Corinthians. Assim como eram necessários motivos (falhas) para as críticas, esses títulos são motivos mais do que suficientes para eu reformular minha posição.

A esperada atuação de gala aconteceu hoje, especialmente no primeiro tempo, quando o Grêmio criou chances claras de gol e Felipe as defendeu, como uma muralha, como deve ser um goleiro alvinegro. No gol, ocorrido no segundo tempo, não teve culpa pela falha de marcação. Aqui está, portanto, um texto que estava devendo aos leitores, a Felipe (duvido que ele tenha lido minhas críticas ou que vá ler este texto, mas tudo bem) e a mim mesmo.

Contra o Grêmio:
Retrospecto geral: 70 jogos, 24 vitórias, 17 empates, 28 derrotas, 77 gols pró, 95 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 43 jogos, 13 vitórias, 10 empates, 20 derrotas, 42 gols pró, 62 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 18h54 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.122

1 x 1
O Corinthians se prestou a um joguinho de comadre na noite desta quarta-feira contra o Fluminense, no Maracanã, e ficou apenas num empate por 1 x 1. O time carioca partiu pra cima na afobação e conseguiu um gol logo aos 4 minutos. O Timão passou a dominar o jogo depois que colocou a bola no chão e chegou ao empate lá pelo meio do primeiro tempo, num magnífico passe de peito de Jorge Henrique para Dentinho.

Tudo ia muito bem até uns 10 ou 15 minutos da segunda etapa, quando, de repente, o Corinthians aparentemente desistiu do jogo e começou a jogar de lado, meio que chamando o Fluminense pra cima, meio que dizendo "ei, amigo, a gente te ajuda a sair dessa crise". Quando a situação apertava, o árbitro fazia sua parte de acordo com a encomenda, aqui deixando de expulsar um jogador do time carioca, ali deixando de assinalar pênalti para o Corinthians, depois inventando impedimento no ataque alvinegro. Coisas assim.

Parecia que todo mundo estava interessado em ajudar o Fluminense a deixar a lanterna do campeonato, menos o próprio Fluminense, cada vez mais próximo de cumprir seu dever histórico de jogar a segunda divisão e retornar à elite do futebol brasileiro na bola.

Para quem não se lembra, o Fluminense foi beneficiário de vergonhosas manobras no tapetão para permanecer na Série A ao longo dos últimos 13 anos. Em 1996, o Fluminense terminou o Brasileirão rebaixado, mas uma manobra manteve o time na primeira divisão no ano seguinte. Em 1997, nova queda do tricolor carioca. Como seria constrangedor demais beneficiar novamente o Fluminense, a CBF deixou o time carioca na segunda divisão. E o que aconteceu? Em 1998, a versão carioca do São Paulo caiu pra terceira divisão. Quando todos esperavam um novo tapetão, o Fluminense disputou a terceirona em 1999 e acabou campeão da Série C. No ano 2000, porém, nova manobra da CBF. Em meio a uma disputa judicial envolvendo o rebaixamento do Gama da Série A para a B, a CBF convidou Fluminense e Bahia, que deveriam disputar a segunda divisão, para disputar a primeira. E assim ia ficando.

Agora, quase uma década depois, o Fluminense parece cada vez mais próximo de cumprir seu dever histórico e, quem sabe um dia, retornar na bola para a Série A. Por essas e por outras, o Corinthians jamais poderia ter se comportado como fez hoje. Deveria ter ido para cima e acabado com o Fluminense. Estava fácil o jogo. Não entendo porque isso não aconteceu. Ou entendo?

Contra o Fluminense:
Retrospecto geral: 87 jogos, 30 vitórias, 25 empates, 32 derrotas, 121 gols pró, 122 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 37 jogos, 13 vitórias, 13 empates, 11 derrotas, 40 gols pró, 36 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 23h53 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.121

1 x 3
Depois de uma partida taticamente perfeita contra o São Paulo, estragada apenas pela ridícula atuação do trio de arbitragem anticorintiano, a defesa alvinegra resolveu entregar de bandeja os pontos do jogo da noite deste sábado para o Atlético Paranaense. A desentrosada dupla de zaga reserva formada por Paulo André e Renato foi determinante para a derrota por 3 x 1 em pleno Pacaembu.

O primeiro tempo foi truncado, com o Corinthians tentando a iniciativa e o time paranaense marcando implacavelmente. A primeira finalização do jogo ocorreu com quase 25 minutos de bola rolando e primeiro chute corintiano ao gol veio somente aos 30, com Ronaldo.

O Timão voltou pra cima na segunda etapa e teve duas boas chances de abrir o marcador antes de, aos 7 minutos, Paulo Báier aparecer sozinho para marcar em bobeada da defesa. O Corinthians foi pra cima e quase chegou ao empate. Numa bicicleta de Dentinho que ia para o gol, um zagueiro do Atlético pleiteou vaga na seleção brasileira de vôlei ao fazer um belo bloqueio com os braços dentro da área. O árbitro fingiu que não era com ele, mas passou recibo do desvio de bola ao assinalar escanteio. Aos 22, Paulo André perdeu bola no meio de campo e o Atlético ampliou.

O técnico Mano Menezes botou o time pra cima, mas o Atlético resistia. Aos 37, Ronaldo bateu falta, a zaga desviou e Jucilei descontou de cabeça. O Timão então foi com tudo pra cima do adversário. O balde de água fria veio nos acréscimos, quando o Corinthians era todo pressão e a fiel jogava junto em busca do empate. Num contra-ataque paranaense, Felipe aceitou um frango e pôs fim a qualquer chance de reação. Acontece.

O fato é que a defesa reserva é uma mãe. Começa até a dar medo quando sai a escalação sem Chicão e William. Esta foi a segunda derrota consecutiva do Corinthians no Pacaembu depois de longos períodos de invencibilidade no estádio.

Edno estreou hoje, discretamente. Foi substituído por Defederico, que ainda precisa se adaptar ao futebol brasileiro. Ele ainda vai descobrir que argentino no Corinthians, aos olhos dos árbitros e dos adversários, tem apenas o direito de apanhar. Calado, de preferência. Depois disso ele deslancha.

Enquanto isso, o Atlético Paranaense pode gritar aos quatro cantos que será o único time do Brasil a vencer o Corinthians três vezes este ano. Das únicas dez derrotas alvinegras em 2009, três foram para este adversário, uma pela Copa do Brasil e duas pelo Brasileirão.

Contra o Atlético-PR:
Retrospecto geral: 41 jogos, 15 vitórias, 12 empates, 14 derrotas, 63 gols pró, 64 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 27 jogos, 9 vitórias, 8 empates, 10 derrotas, 37 gols pró, 44 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 22h12 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.120

1 x 1
Um despudorado assalto a mão armada ocorreu na tarde deste domingo no Morumbi, mas nem com três a mais durante os 90 minutos de jogo o São Paulo conseguiu ganhar do Corinthians. Desde o início, o tricolor jogou com 14 contra 11. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro e seus auxiliares Carlos Augusto Nogueira Júnior e Emerson Augusto de Carvalho foram fundamentais para impedir que o Timão deixasse seu salão de festa predileto fazendo o de sempre... festa. Entre outros feitos, eles anularam um gol legítimo do Corinthians e validaram o tento irregular do São Paulo.

O Corinthians entrou em campo deixando a iniciativa para o suposto time de casa. A trupe mosqueteira defendia-se com eficácia e levava perigo quando subia. Até que o Timão abriu o placar e pôde passar a jogar com mais calma. Depois do gol, o adversário descontrolou-se e começou a bater.

O gol do Corinthians saiu aos 20 minutos, mas a jogada começou três minutos antes. Dá até para os são-paulinos culparem o árbitro, se bobear. Aos 17, Júnior César fez falta criminosa em Dentinho. O juiz não assinalou o ato de violência, deixou o lance seguir e, pouco depois, teve de parar a bola para que o atacante corintiano fosse atendido. Dentinho saiu de campo, recebeu atendimento e, quando o árbitro autorizou sua volta, Richarlyson errou um passe na saída de bola. Dentinho roubou a pelota e tentou lançar Ronaldo, mas também errou o passe. O zagueiro adversário André Dias, ao ver Ronaldo por perto, tremeu na base e recuou errado para Bosco, corrigindo o passe de Dentinho e permitindo a Ronaldo inaugurar o marcador.

Foi depois do gol que o papel da arbitragem começou a ficar claro. O São Paulo batia impunemente, enquanto o Corinthians não podia encostar em um são-paulino que o juiz logo dava falta. Deve ser porque futebol é um esporte de contato. Imagine se não fosse. Enquanto Júnior César entrava pra quebrar impunemente, Defederico tomava cartão amarelo por jogo de corpo no meio de campo. O juiz deixava o São Paulo com a posse de bola o tempo inteiro, e mesmo assim o gol de Felipe não era ameaçado.

Veio o segundo tempo e o São Paulo partiu pra cima. Mas sem objetividade. Até que, aos 18, Ronaldo disputou com um zagueiro adversário e passou para Dentinho fazer o gol. Tudo regular, sem falta nem impedimento. Mas o árbitro preferiu anular, acusando Ronaldo de ter ganhado a disputa de bola com falta. Afinal, aquele segundo gol atrapalharia o projeto de fazer o São Paulo ganhar e manter-se na cola do Palmeiras. Ou será coincidência o São Paulo ser beneficiado pela arbitragem todo santo jogo?

Mas o Corinthians ainda vencia. E defendia-se esplendidamente. A arbitragem precisava fazer alguma coisa. Até que, aos 25, veio a chance. O crime, no frigir dos ovos, é uma questão de oportunidade. O ataque inteiro do São Paulo apareceu na banheira, dentro da área. Uns três ou quatro jogadores, e nenhum em condição regular. Muito menos Washington, que tocou na saída de Felipe e concluiu para o gol. Apesar do impedimento, o tento tricolor foi validado pelo trio pó-de-arroz.

E a roubalheira prosseguia. Os bandeirinhas assinalaram dois impedimentos do ataque corintiano na partida de hoje, um de Dentinho e outro de Ronaldo. Eles erraram nos dois lances. E em ambos os atacantes corintianos sairiam na cara do gol. Enquanto isso, Ricardo Marques Ribeiro, que apitou bem a decisão da Copa do Brasil entre Corinthians e Internacional, continuava deixando o São Paulo no comando das ações. Não havia falta para o Corinthians, só para o São Paulo. Quando pôde, inverteu lateral, tiro de meta e escanteio. Curiosamente, sempre para o mesmo lado. No fim do jogo, Washington reclamou de uma marcação e o árbitro o expulsou, talvez para disfarçar a obra dos 89 minutos anteriores.

Ao trilar do apito final até senti um alívio ao perceber que, nem com toda a sacanagem a seu favor, o São Paulo é capaz de vencer o Timão. Agora são oito jogos de invencibilidade contra esse adversário. Vai ser preciso roubar muito mais que isso pra esse minitabu acabar. E não tenho dúvidas que será depois de outro assalto a mão armada. Resta saber se daqui a alguns meses ou se daqui a alguns anos.

O certo é que o contrário não vai acontecer. Minha convicção quanto a isso é tamanha que prometo aqui, por escrito, que suspenderei as atividades deste blog no mesmo dia em que o Corinthians ganhar ilegalmente do São Paulo, seja um jogo, um mata-mata ou um título de campeonato. Reservo-me o direito de contra-argumentar se for algo contestável. Se a roubalheira for incontestável, como a de hoje, pararei este blog no mesmo dia. Acompanho futebol há mais de duas décadas e não consigo me lembrar de alguma vitória do Corinthians sobre o São Paulo com influência decisiva da arbitragem em favor do Timão. E duvido que isso venha a acontecer tão cedo.

Contra o São Paulo:
Retrospecto geral*: 287 jogos, 108 vitórias, 92 empates, 87 derrotas, 415 gols pró, 387 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 44 jogos, 15 vitórias, 18 empates, 11 derrotas, 41 gols pró, 42 gols contra.

O Corinthians no Morumbi:
527 jogos; 206 vitórias; 184 empates; 137 derrotas; 701 gols pró; 564 gols contra.

*A título de esclarecimento: O retrospecto geral do duelo é exatamente este, de 108 vitórias corintianas, 92 empates e 87 triunfos tricolores em 287 partidas disputadas, com 415 gols mosqueteiros e 387 são-paulinos. A informação baseia-se nos Almanaques do Corinthians e do São Paulo lançados pela Placar em anos recentes. Há quem inclua erroneamente o jogo oficialmente cancelado do Brasileirão de 2005, manchado pela arbitragem de Edílson Pereira de Carvalho, juiz-ladrão confesso, e as partidas dos tempos de São Paulo da Floresta, clube que faliu na década de 1930 e que, apesar de ter dado origem ao atual São Paulo FC, não deixou de herança seus títulos nem seu retrospecto com outros clubes. Ou seja, a título de estatística, esses jogos não tem valor para o duelo entre Corinthians e São Paulo.



 Escrito por Ricardo às 23h15 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.119

1 x 4
Este é o relato de um jogo que eu não vi. Ou melhor, não pude ver. Enquanto o Corinthians apanhava por 4 x 1 do Goiás, eu acompanhava minha esposa na fila de um pronto-socorro. Acabo de chegar em casa e ainda mais essa: escrever sobre uma tragédia.

O placar já diz muito. Levar de 4 x 1 em casa num Pacaembu lotado a favor é indício de alguma paralisia, de algum lapso anormal. Vi as imagens dos gols e pude perceber que a defesa bateu cabeça em todos. E, pelo gol do Corinthians, imagino que outros lances chorados de ataque tenham acontecido e que a história talvez fosse outra com um pouco menos de ansiedade.

Mas não tem jeito. Antes de escrever qualquer coisa terei de ver o VT. Antes disso, porém, imploro aos jogadores que uma tragédia desse porte não se repita no próximo jogo, quando o Corinthians pegará o São Paulo no Morumbi.

Contra o Goiás:
Retrospecto geral: 41 jogos, 14 vitórias, 15 empates, 12 derrotas, 58 gols pró, 45 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 36 jogos, 11 vitórias, 14 empates, 11 derrotas, 46 gols pró, 40 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 22h44 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.118

1 x 1
Depois de duas semanas sem jogar, o Corinthians retornou a campo nesta quarta-feira e ficou no empate por 1 x 1 com o Coritiba no estádio Couto Pereira, em Curitiba. O time da casa aproveitou-se da apatia corintiana no primeiro tempo e foi para o intervalo com a vitória parcial. Mas o Timão voltou ligado na etapa complementar e logo empatou a partida em jogada de ataque bem articulada da qual participaram Bill, Souza, Elias e Dentinho, que empurrou a bola para o fundo da rede.

Pelo restante do duelo, o Corinthians teve mais chances de conseguir a vitória do que o adversário, mas o ataque errou mais do que deveria e a vitória não veio. Ainda assim, o empate permitiu ao Timão diminuir em um ponto a distância para a ponta da tabela. O Palmeiras lidera o Campeonato Brasileiro com 44 pontos. O Corinthians está em sexto, com 37. Restando ainda 14 rodadas para o fim do torneio, há tempo e confrontos diretos de sobra para que o alvinegro cale os adversários levando a tríplice coroa.

Levando-se em conta o equilíbrio existente no Brasileirão, as aguardadas estreias de jogadores como Defederico e Edno e o esperado retorno do craque Ronaldo e de outros titulares contundidos, não me parece demais acreditar que o Corinthians volte a levantar uma taça este ano.

Agora o alvinegro terá pela frente três jogos na capital paulista, contra Goiás, São Paulo e Atlético Paranaense. As aspirações ao título certamente dependem de um bom desempenho nessa sequência.

Contra o Coritiba:
Retrospecto geral: 42 jogos, 20 vitórias, 7 empates, 15 derrotas, 53 gols pró, 42 gols contra.
Pelo Campeonato Brasileiro: 28 jogos, 13 vitórias, 5 empates, 10 derrotas, 30 gols pró, 26 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 23h56 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.117

2 x 1
O Santos veio a São Paulo para se defender, abriu o placar em um golpe de sorte no início do segundo tempo e vencia o jogo até pouco mais de dez minutos do fim da partida. Então, no peito e na raça, o Timão foi pra cima, superou a omissão da arbitragem e a cera do adversário, alcançou a vitória no fim da partida e presenteou sua fiel torcida pelos gloriosos 99 anos de história do clube.

O Timão dominou o jogo no primeiro tempo, mas não teve competência para abrir o marcador. O Santos saiu na frente em um lance de fliperama no início da segunda etapa. O Corinthians levou um bom tempo para assimilar o golpe. Enquanto isso, o adversário batia e fazia cera sem que o árbitro Guilherme Cereta de Lima punisse de acordo.

Na ausência da técnica e dos nervos no lugar, a vitória veio na raça. Aos 34 da etapa complementar, Jorge Henrique cruzou, o zagueiro Paulo André desviou de cabeça e a bola bateu na trave e já ia entrando, mas o atacante Bill deu o último toque, marcando seu primeiro gol com a camisa alvinegra.

Então o Santos parou de fazer cera. E ameaçou ir pra cima. Mas, aos 43, numa jogada ensaiada magistralmente executada em cobrança de falta, Jorge Henrique rolou para Elias, que cruzou para Balbuena na lateral da área. O paraguaio cabeceou para o meio enquanto a defesa santista saía para fazer linha de impedimento. Mestre Chicão, em posição regular, veio de trás, ficou de frente pro gol e pôde escolher onde cabecear para assegurar a décima vitória mosqueteira no Campeonato Brasileiro de 2009.

No fim, a arbitragem acabou punindo o Santos pela cera, levando o jogo apenas até 46 minutos e 50 segundos.

Com a vitória, o Corinthians completa cinco jogos de invencibilidade no Brasileirão, em sua melhor sequência no retorno à Série A até o momento.

A próxima partida, contra o Coritiba, deverá marcar a estreia do argentino Defederico. Ele foi apresentado à torcida no intervalo do jogo de hoje e é um meia-atacante promissor. Seja bem-vindo, garoto! Que sua passagem pelo Corinthians seja de vitórias e glórias, como nos 99 anos que antecederam sua chegada. Parabéns, Corinthians! Parabéns, Fiel! E chupa, Santos!

Contra o Santos:
Retrospecto geral*: 294 jogos, 119 vitórias, 83 empates, 92 derrotas, 543 gols pró, 458 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 42 jogos, 14 vitórias, 13 empates, 15 derrotas, 52 gols pró, 56 gols contra.

*Os números do confronto entre Corinthians e Santos não incluem o jogo anulado do Brasileirão de 2005 por interferência do juiz ladrão confesso Edílson Pereira de Carvalho. Em 31 de julho daquele ano o Santos venceu o Corinthians por 4 x 2 na Vila Belmiro graças, em grande parte, ao árbitro em questão. Como a partida acabou anulada posteriormente e não tem valor oficial, o resultado não entra nos números publicados neste blog.



 Escrito por Ricardo às 23h47 [] [envie esta mensagem] []






Ser corintiano

O corintiano é, antes de tudo, um crente, um sujeito de fé. Diante de toda e qualquer adversidade, diante de todo e qualquer obstáculo, ele olha com uma cara de “é difícil, mas vamos lá”, concedendo a 11 homens o status temporário de divindades, transformando o manto alvinegro numa entidade sagrada.

O corintiano é, de certa forma, uma ameaça. Uma ameaça aos padrões, uma ameaça à banalidade, uma ameaça ao bom senso, uma ameaça aos que se dizem donos da razão e da verdade.

O corintiano é, também, um sobrevivente. Como Ícaro, tenta alcançar o sol. Como Fênix, refaz-se a partir das próprias cinzas. É vítima de crimes sociais, morais e legais de toda sorte, mas não posa como tal.

O corintiano é, acima de tudo, um rebelde. Opõe-se à ordem estabelecida e, por momentos que não são poucos, mostra ao povo, aos rebeldes de todas as cores, que um outro mundo é possível pela força da luta, não pelo dinheiro, pela esperança que vence o medo, não pelo terror.

A corintiana, que merece em dobro todas as linhas acima, é a Maria de Milton. Mulher de gana, mulher de raça, sempre. “Quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida.”

Ser corintiano é alcançar a elevação à qual nenhuma alma jamais poderia, em sã consciência, aspirar.

Neste 1° de setembro, parabéns ao Sport Club Corinthians Paulista e a todos os corintianos por 99 anos de luta sem perder o vigor.



 Escrito por Ricardo às 10h25 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.116

2 x 2
O jogo da noite desta quarta-feira já começou 1 x 0 para o Grêmio Barueri. O primeiro tento do adversário saiu com apenas 20 segundos de bola rolando, provavelmente o gol mais rápido do Campeonato Brasileiro deste ano. O Corinthians chegou à virada no segundo tempo. Depois de um belo contra-ataque, Souza sofreu pênalti. Marcinho bateu e converteu. Logo a seguir, Elias virou o marcador em favor do alvinegro num chute maravilhoso de fora da área. Mas nem deu muito tempo pra comemorar e a defesa reserva, essa mãe, deixou o Barueri empatar novamente.

Foi mais um jogo de muitos gols, até demais. Pela quantidade de desfalques, o Corinthians até que jogou direitinho. O problema é essa defesa reserva, fraca demais. O time funcionou bem do meio de campo pra frente, mas o sistema defensivo comprometeu mais uma vez. Entregou o empate para o Botafogo no domingo e hoje cedeu o empate para o Barueri.

E assim o Timão vai deixando pelo caminho pontos valiosos para aspirações maiores (no caso, o título, aquele do qual o técnico Mano Menezes já abriu mão). Em uma rodada na qual os quatro primeiros colocados irão se enfrentar, esses quatro pontos perdidos de domingo para cá teriam o deixado o Corinthians muito perto da ponta da tabela.

Contra o Grêmio Barueri:
Retrospecto geral: 7 jogos, 3 vitórias, 4 empates, 12 gols pró, 7 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 2 jogos, 1 vitória, 1 empate, 4 gols pró, 3 gols contra.

Na Arena Barueri:
3 jogos, 1 vitória, 2 empates, 7 gols pró, 4 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 23h53 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.115

3 x 3
Cheio de reservas, o Corinthians empatou por 3 x 3 com o Botafogo na tarde deste domingo no Pacaembu. Em vista dos resultados dos adversários alvinegros na rodada, o empate não foi exatamente ruim. Ainda assim, ao jogar em casa diante de um time na zona do rebaixamento, a obrigação corintiana era vencer. O ataque até funcionou, mas a defesa reserva não segurou a onda. Além disso, o Botafogo é um daqueles adversários que acabam se mostrando mais complicados aqui do que fora.

Dentinho, de pênalti, abriu o placar no fim do primeiro tempo. Mas o Botafogo empatou logo no início da etapa complementar com Reinaldo. Não demorou muito e Marcinho marcou um golaço de falta, colocando o Corinthians novamente à frente. Mas logo a seguir, André Lima, o artilheiro dos gols irregulares, igualou mais uma vez o marcador, desta vez de mão.

Abrindo aqui um parênteses sem realmente abri-los, é uma enormidade a quantidade de gols irregulares marcados por esse sujeito. Se um dia alguém fizer uma contagem séria dos gols da carreira do indivíduo, não será de surpreender que o número de gols em condição irregular do atacante seja muito próximo daquele de gols regulares. De qualquer forma, isso faz parte de um esporte cujos organizadores confiam na existência constante da polêmica como elemento essencial para alimentar a paixão dos torcedores. Bastante questionável isso, mas vamos em frente.

Depois foi a vez de o árbitro baiano Arilson Bispo da Anunciação, talvez sentindo-se culpado por não anular um gol de mão grotescamente evidente, aplicar a famosa lei da compensação. Jorge Henrique caiu na área. Estava lá, no chão, caído. Empurrado? Sinceramente, não. Mas o juiz assinalou um segundo pênalti para o Corinthians. Dentinho bateu. (Souza queria bater. Até pegou a bola nos braços. Mas veio ordem do banco para que batesse o Dentinho. Juro que até fiquei com um pouco de pena do Souza. Ele é grosso, mas esforçado. Pensando bem, no entanto, imperou a sensatez.) Castillo adiantou-se e defendeu, mas deu rebote para o próprio Dentinho colocar o Timão novamente à frente. O auxiliar até tentou anular o lance, marcando a infração do goleiro botafoguense, mas o árbitro aparentemente considerou que estaria beneficiando o infrator se anulasse o gol e deixou seguir o lance. Eu sou da opinião de que, com bola na rede em cobrança de pênalti, deveriam ser ignoradas eventuais infrações, como invasão de área, goleiro se adiantando e tal. Existe uma regra. Mas também existe o tal critério do árbitro. E lá vai discussão pra mais de vida.

O fato é que, ao invés de matar o jogo, o Corinthians deu espaço e permitiu mais uma vez o empate botafoguense, desta vez em uma falta bem batida por aquele carinha lá. Como é que chama mesmo? Fez número no Santos. Tem nome de comediante. Ah, Lúcio Flávio. E assim, no 3 x 3, terminou a emocionante comédia desta tarde de chuva e frio em São Paulo.

Contra o Botafogo:
Retrospecto geral: 93 jogos, 34 vitórias, 20 empates, 39 derrotas, 139 gols pró, 141 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 40 jogos, 13 vitórias, 11 empates, 16 derrotas, 53 gols pró, 51 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 20h54 [] [envie esta mensagem] []




[ ver mensagens anteriores ]
 


 
 




Brasileirão 2009
Copa do Brasil 2009
Paulistão 2009
Copinha 2009
Blog da Lara
Anarcorinthians
Futebol, Política e Cachaça
Blog da Yule
Blog do Ronaldo Stein
A Voz da Arquibancada
Corintimão
Blog do Juca Kfouri
Vertebrais FC
Chance de Gol
RSSSF
Distintivos.com.br
Corinthians, Eterna Paixão
Coluna do Meio
Na Marca da Cal
Fiel Embu
Expediente e Créditos
 
 

Dê uma nota para meu blog