Retrospecto Corintiano


Jogo 5.126

0 x 1
O Corinthians finalmente voltou a apresentar um futebol consistente e derrotou o Vitória por 1 x 0 na noite desta quarta-feira no Barradão, em Salvador. O gol do triunfo sobre o assíduo freguês soteropolitano foi marcado pelo argentino Defederico. Ele posicionou-se com inteligência na última linha da defesa adversária e aproveitou belo passe de Jucilei no segundo tempo para marcar seu primeiro gol com o manto alvinegro. O primeiro de muitos, espero eu.

Restando seis rodadas para o término da competição, o resultado de hoje tanto faz como tanto fez. A expectativa maior, daqui para adiante, fica por conta do clássico da próxima rodada contra o Palmeiras. Dependendo dos resultados da quinta-feira e do fim de semana, uma vitória alvinegra no domingo pode tirar seu maior rival do grupo de times que se classificam para a Libertadores.

Acirrado como está o Campeonato Brasileiro deste ano, é claro que a situação não seria necessariamente definitiva, mas seria um feito interessante para o Timão, que já ganhou o que tinha para ganhar este ano, mas ainda deve uma atuação de gala contra o Palmeiras.

Contra o Vitória:
Retrospecto geral: 32 jogos, 18 vitórias, 9 empates, 5 derrotas, 62 gols pró, 34 gols contra.
No Campeonato Brasileiro: 25 jogos, 16 vitórias, 6 empates, 3 derrotas, 53 gols pró, 23 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 23h57 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.125

0 x 1
Um gol irregular de Gilberto aos 40 minutos do primeiro tempo assegurou ao Cruzeiro uma vitória pela contagem mínima sobre o Corinthians no início da noite deste domingo no Pacaembu. Há quem vá alegar que o Timão tenha jogado mal. E realmente jogou. Mas o time mineiro também não jogou nenhuma maravilha e achou a vitória num erro do bandeirinha.

Quando o alvinegro obtém algum benefício da arbitragem, é comum o PIB estampar o acontecimento em suas manchetes, promover debates dirigidos e buscar desqualificar o Corinthians de todas as formas possíveis e imagináveis. Já quando o erro prejudica o Timão, silêncio! O episódio costuma ser omitido.

E isso quando o PIB não resolve tentar justificar o erro da arbitragem. "Mas o lance era interpretativo", disseram alguns sobre o gol legítimo de Dentinho anulado outro dia contra o São Paulo. "Mas era 'só' meio metro de impedimento", justificarão outros, quando a arbitragem validar um gol ilegal contra o Timão, como ocorreu hoje. No início do jogo deste domingo, quando Ronaldo marcou um gol irregular, juiz e auxiliar apressaram-se em anular o lance. Vai ter replay? Nem a pau.

Como diria o saudoso e vitorioso ex-técnico mosqueteiro Carlos Alberto Parreira, "o gol é um detalhe". E o Cruzeiro ganhou do Corinthians por um detalhe. Irregular, mas um detalhe. Fora o gol, o Cruzeiro defendeu-se e cozinhou o jogo. Nada além. Totalmente sem inspiração, o Corinthians não conseguiu reagir. Quando tentou, parou nas mãos do goleiro Fábio. Os destaques negativos ficaram, a meu ver, para Elias e Marcelo Oliveira, que conseguiram apresentar desempenhos abaixo da crítica.

A partir dos 30 do segundo tempo, o Corinthians ficou com um homem a mais em campo, quando Fernandinho foi expulso. A meu ver, por exagero do juiz. Mas nem assim o time conseguiu fazer pressão suficiente para chegar ao empate. O que dizer então para virar.

Com o resultado de hoje, Corinthians e Cruzeiro chegam ao quarto duelo consecutivo no qual o mandante leva uma chamuscada do visitante neste clássico nacional prestes a completar 70 anos de história. Não ocorre nenhuma vitória de mandante neste confronto desde 2006.

Ao mesmo tempo, depois de passar mais de um ano praticamente imbatível em seus domínios, o Corinthians parece jogar como visitante em seu próprio lar. Das quatro derrotas sofridas pelo alvinegro este ano no Pacaembu, três ocorreram nos últimos quatro jogos disputados no estádio.

Contra o Cruzeiro:
Retrospecto geral: 64 jogos, 27 vitórias, 17 empates, 20 derrotas, 90 gols pró, 79 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 44 jogos, 16 vitórias, 13 empates, 15 derrotas, 49 gols pró, 45 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 22h09 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.124

2 x 0
São essas atuações ridículas do Corinthians que me irritam. Numa tarde de total passividade, o alvinegro deixou o Sport Recife jogar à vontade e perdeu por 2 x 0 na Ilha do Retiro.

Concordo que a conquista da Copa do Brasil tenha dado uma relaxada na turma e blablablá, mas agora está demais. Já passou do ponto faz tempo.

Basta um time da zona de rebaixamento vir jogar contra o Corinthians para se ter certeza de que o Timão perderá pontos.

Salvo uma ou outra exceção, os jogadores entram em campo como se nada estivesse acontecendo, como se o jogo estivesse ganho.

Detestar perder faz parte do jeito de ser corintiano. Mas a derrota para determinados adversários é mais detestável que a média, como no caso de perder para o Sport.

É fato que, se jogasse como no primeiro semestre, a essa altura o Corinthians seria o líder disparado do Campeonato Brasileiro e estaria a poucos pontos da tríplice coroa. Mas o time jogou a toalha muito cedo. Desistiu de ser protagonista para se transformar em coajuvante de luxo. Isto não é Corinthians.

Corinthians é luta, raça, vibração. É não se conformar com derrota. Até o último minuto. Não creio que essa atitude se mantenha no ano do centenário. Mas futebol é momento, foco, cabeça no lugar. E o momento é péssimo, o foco inexiste e a cabeça está perdida em algum canto por aí. Acorda, Corinthians!

Contra o Sport Recife:
Retrospecto geral: 30 jogos, 9 vitórias, 8 empates, 13 derrotas, 34 gols pró, 43 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 25 jogos, 7 vitórias, 7 empates, 11 derrotas, 24 gols pró, 34 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 20h43 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.123

2 x 1
Depois de uma ridícula sequência de apenas três pontos conquistados em 15 disputados, o Corinthians reencontrou o bom futebol na tarde deste sábado e derrotou o Grêmio por 2 x 1 no Pacaembu. Trata-se da primeira vitória alvinegra em 40 dias, após uma sequência de duas derrotas em casa e três empates fora.

Pode-se dizer que o Corinthians voltou a jogar como um time após passar algumas semanas entrando em campo como um amontoado de jogadores. Felipe fechou o gol; Chicão e William, juntos de novo, recompuseram a defesa; Elias voltou a correr no meio de campo; na frente, Ronaldo, Jorge Henrique e Dentinho infernizaram a vida da zaga adversária.

Logo nas primeiras jogadas foi possível perceber que Ronaldo havia entrado em campo a fim de jogo. E caras como ele, quando querem jogar, não passam em branco. Aos 11 minutos, Ronaldo inaugurou o marcador em um chute de esquerda de longa distância depois de uma jogada bem tramada. Foi o centésimo gol do Corinthians no ano. Também foi dele o passe para Elias ampliar a vantagem alvinegra depois em um contra-ataque fulminante aos 33 minutos. No restante da partida, quando acionado, Ronaldo levou perigo.

O argentino Defederico entrou no fim e teve uma atuação mais próxima do que se espera dele, buscando a bola e participando ativamente das jogadas de ataque. Ele teve uma chance de liquidar a fatura no fim da partida, mas, depois de limpar o zagueiro, pegou muito embaixo da bola e desperdiçou a oportunidade. Mas ele está se adaptando e, creio eu, em pouco tempo estará plenamente integrado.

Enquanto isso, hoje aproveitarei para, finalmente, falar sobre Felipe. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe da bronca que desenvolvi com relação a ele no decorrer de 2008. Depois de atuações espetaculares no ano do rebaixamento (não fosse por ele, o Corinthians teria caído antes da última rodada), Felipe teve uma queda vertiginosa de rendimento no ano passado, mas comportava-se como se tivesse um rei na barriga, como se fizesse um favor em defender o Corinthians. Ele, cujos momentos mais marcantes da carreira eram rebaixamentos pelo Vitória, pela Portuguesa e pelo Timão, teve responsabilidade por uma parcela alta dos poucos gols que o Corinthians sofreu no ano passado.

Até que veio 2009. E as primeiras atuações de Felipe justificavam minhas desconfianças. Era falha atrás de falha no Campeonato Paulista. Veio então a Copa do Brasil. E Felipe voltou a repetir as excelentes atuações de 2007. E, quando eu pensava "hoje eu elogio o Felipe", ele ia lá e entregava um jogo. Não sou supersticioso, mas o leitor sabe como são as coisas no meio do futebol. Preferi não me arriscar a elogiar. Vai que dá azar. Mas reservei as críticas somente para as falhas mais absurdas, como o gol contra no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista.

Então o Corinthians foi campeão paulista e da Copa do Brasil e resolvi esperar uma atuação de gala de Felipe para refazer minha opinião sobre ele. O que marca a carreira de Felipe hoje não são rebaixamentos sucessivos, mas conquistas. E todas elas pelo Corinthians. Assim como eram necessários motivos (falhas) para as críticas, esses títulos são motivos mais do que suficientes para eu reformular minha posição.

A esperada atuação de gala aconteceu hoje, especialmente no primeiro tempo, quando o Grêmio criou chances claras de gol e Felipe as defendeu, como uma muralha, como deve ser um goleiro alvinegro. No gol, ocorrido no segundo tempo, não teve culpa pela falha de marcação. Aqui está, portanto, um texto que estava devendo aos leitores, a Felipe (duvido que ele tenha lido minhas críticas ou que vá ler este texto, mas tudo bem) e a mim mesmo.

Contra o Grêmio:
Retrospecto geral: 70 jogos, 24 vitórias, 17 empates, 28 derrotas, 77 gols pró, 95 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 43 jogos, 13 vitórias, 10 empates, 20 derrotas, 42 gols pró, 62 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 18h54 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.122

1 x 1
O Corinthians se prestou a um joguinho de comadre na noite desta quarta-feira contra o Fluminense, no Maracanã, e ficou apenas num empate por 1 x 1. O time carioca partiu pra cima na afobação e conseguiu um gol logo aos 4 minutos. O Timão passou a dominar o jogo depois que colocou a bola no chão e chegou ao empate lá pelo meio do primeiro tempo, num magnífico passe de peito de Jorge Henrique para Dentinho.

Tudo ia muito bem até uns 10 ou 15 minutos da segunda etapa, quando, de repente, o Corinthians aparentemente desistiu do jogo e começou a jogar de lado, meio que chamando o Fluminense pra cima, meio que dizendo "ei, amigo, a gente te ajuda a sair dessa crise". Quando a situação apertava, o árbitro fazia sua parte de acordo com a encomenda, aqui deixando de expulsar um jogador do time carioca, ali deixando de assinalar pênalti para o Corinthians, depois inventando impedimento no ataque alvinegro. Coisas assim.

Parecia que todo mundo estava interessado em ajudar o Fluminense a deixar a lanterna do campeonato, menos o próprio Fluminense, cada vez mais próximo de cumprir seu dever histórico de jogar a segunda divisão e retornar à elite do futebol brasileiro na bola.

Para quem não se lembra, o Fluminense foi beneficiário de vergonhosas manobras no tapetão para permanecer na Série A ao longo dos últimos 13 anos. Em 1996, o Fluminense terminou o Brasileirão rebaixado, mas uma manobra manteve o time na primeira divisão no ano seguinte. Em 1997, nova queda do tricolor carioca. Como seria constrangedor demais beneficiar novamente o Fluminense, a CBF deixou o time carioca na segunda divisão. E o que aconteceu? Em 1998, a versão carioca do São Paulo caiu pra terceira divisão. Quando todos esperavam um novo tapetão, o Fluminense disputou a terceirona em 1999 e acabou campeão da Série C. No ano 2000, porém, nova manobra da CBF. Em meio a uma disputa judicial envolvendo o rebaixamento do Gama da Série A para a B, a CBF convidou Fluminense e Bahia, que deveriam disputar a segunda divisão, para disputar a primeira. E assim ia ficando.

Agora, quase uma década depois, o Fluminense parece cada vez mais próximo de cumprir seu dever histórico e, quem sabe um dia, retornar na bola para a Série A. Por essas e por outras, o Corinthians jamais poderia ter se comportado como fez hoje. Deveria ter ido para cima e acabado com o Fluminense. Estava fácil o jogo. Não entendo porque isso não aconteceu. Ou entendo?

Contra o Fluminense:
Retrospecto geral: 87 jogos, 30 vitórias, 25 empates, 32 derrotas, 121 gols pró, 122 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 37 jogos, 13 vitórias, 13 empates, 11 derrotas, 40 gols pró, 36 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 23h53 [] [envie esta mensagem] []






Jogo 5.121

1 x 3
Depois de uma partida taticamente perfeita contra o São Paulo, estragada apenas pela ridícula atuação do trio de arbitragem anticorintiano, a defesa alvinegra resolveu entregar de bandeja os pontos do jogo da noite deste sábado para o Atlético Paranaense. A desentrosada dupla de zaga reserva formada por Paulo André e Renato foi determinante para a derrota por 3 x 1 em pleno Pacaembu.

O primeiro tempo foi truncado, com o Corinthians tentando a iniciativa e o time paranaense marcando implacavelmente. A primeira finalização do jogo ocorreu com quase 25 minutos de bola rolando e primeiro chute corintiano ao gol veio somente aos 30, com Ronaldo.

O Timão voltou pra cima na segunda etapa e teve duas boas chances de abrir o marcador antes de, aos 7 minutos, Paulo Báier aparecer sozinho para marcar em bobeada da defesa. O Corinthians foi pra cima e quase chegou ao empate. Numa bicicleta de Dentinho que ia para o gol, um zagueiro do Atlético pleiteou vaga na seleção brasileira de vôlei ao fazer um belo bloqueio com os braços dentro da área. O árbitro fingiu que não era com ele, mas passou recibo do desvio de bola ao assinalar escanteio. Aos 22, Paulo André perdeu bola no meio de campo e o Atlético ampliou.

O técnico Mano Menezes botou o time pra cima, mas o Atlético resistia. Aos 37, Ronaldo bateu falta, a zaga desviou e Jucilei descontou de cabeça. O Timão então foi com tudo pra cima do adversário. O balde de água fria veio nos acréscimos, quando o Corinthians era todo pressão e a fiel jogava junto em busca do empate. Num contra-ataque paranaense, Felipe aceitou um frango e pôs fim a qualquer chance de reação. Acontece.

O fato é que a defesa reserva é uma mãe. Começa até a dar medo quando sai a escalação sem Chicão e William. Esta foi a segunda derrota consecutiva do Corinthians no Pacaembu depois de longos períodos de invencibilidade no estádio.

Edno estreou hoje, discretamente. Foi substituído por Defederico, que ainda precisa se adaptar ao futebol brasileiro. Ele ainda vai descobrir que argentino no Corinthians, aos olhos dos árbitros e dos adversários, tem apenas o direito de apanhar. Calado, de preferência. Depois disso ele deslancha.

Enquanto isso, o Atlético Paranaense pode gritar aos quatro cantos que será o único time do Brasil a vencer o Corinthians três vezes este ano. Das únicas dez derrotas alvinegras em 2009, três foram para este adversário, uma pela Copa do Brasil e duas pelo Brasileirão.

Contra o Atlético-PR:
Retrospecto geral: 41 jogos, 15 vitórias, 12 empates, 14 derrotas, 63 gols pró, 64 gols contra.
Campeonato Brasileiro: 27 jogos, 9 vitórias, 8 empates, 10 derrotas, 37 gols pró, 44 gols contra.



 Escrito por Ricardo às 22h12 [] [envie esta mensagem] []




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