|
||
|
Não dá mais
Lamento informar, mas, se você for novo ou nova por aqui, pretendo que este seja o último texto que publicarei neste blog. E, apesar da cabeça quente no momento, tenho planos de não descumprir a promessa. É como um otário que tenho me sentido ao assistir a jogos de futebol nos últimos meses. E tenho certeza de que não sou a única pessoa a se sentir assim. É um tal de juízes interferirem no resultado das partidas jogo após jogo, rodada após rodada, que a credibilidade dos campeonatos de futebol deveria estar sendo questionada por jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão e sites de internet. Mas isso não acontece por motivos que me parecem óbvios. O que o senhor Evandro Rogério Roman fez no fim de tarde deste domingo em Campinas deveria virar caso de polícia, deveria ser transformado em processo por crime contra a economia popular. Mas não vai passar de uma eventual suspensão a algum atleta do Corinthians – ou quem sabe ao próprio clube. Muitos corintianos até desejavam que o Flamengo vencesse o jogo de hoje para que o time carioca ficasse à frente do São Paulo e do Palmeiras na disputa pelo título – o que por si só já um pensamento raso, pois quem deveria estar ali pleiteando a taça era o Timão, que abriu mão publicamente da disputa antes mesmo do fim do primeiro turno. Mas o fato de o Corinthians estar sendo roubado partida após partida deveria, no mínimo, fazer as pessoas pensarem: veja só, se não tivesse perdido tantos pontos pela mão grande da arbitragem, mesmo sem ter jogado muita coisa, o Timão estaria disputando o título com Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo. Mas não está. E por quê? Porque não se interessou pelo campeonato é uma parte da resposta, pois o time se classificou para a Libertadores de 2010 ao vencer a Copa do Brasil e a conquista do Brasileirão seria uma espécie de artigo de luxo, um presente a mais para sua sempre fiel torcida. Mas a outra parte da resposta é grave: o Corinthians não está na briga porque foi alvo de erros sucessivos, insistentes, descarados de arbitragem. O problema é que já não se pode mais chamar de erro quando o desfavorecido é sempre o mesmo. Quando isso acontece e o beneficiado também é sempre o mesmo já não estamos então falando em erro apenas, mas em roubo, injustiça, armação de resultados. E o que o torcedor tem testemunhado – creio eu que grande parte sem se dar conta – é uma festival de armação de resultados. Eu vou voltar não muito atrás. Campeonato Brasileiro de 2005. O título corintiano daquele ano é sistematicamente contestado como tendo sido “roubado”. Como a turma que argumenta isso sempre tem ampla repercussão na mídia, não há necessidade de perder tempo com essa parte da história. Pouca gente se lembra do motivo de 11 jogos daquela edição do Brasileirão terem sido cancelados e refeitos: suspeita de manipulação de resultados pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho. Dois daqueles 11 jogos envolveram o Corinthians. Em ambos o Corinthians foi derrotado. E, ao invés de se observar que realmente houve interferência de Edílson Pereira de Carvalho nos resultados, a opção da maior parte da mídia antidesportiva foi considerar que a repetição dos jogos sob suspeita de armação beneficiaria o Corinthians por ele ter perdido os dois. A pergunta é: o Timão perdeu aqueles dois jogos ou o árbitro fez com que ele perdesse? Revendo os lances capitais da partida, eu fico com a segunda opção. Quando os jogos aconteceram, inclusive, relatei os erros de arbitragem aqui neste blog. Quem acompanha há mais tempo sabe disso. O que se fez mais tarde, especialmente no rádio e na televisão, foi uma busca por despenalizar o infrator e condenar a vítima, algo parecido com tentar justificar um estupro alegando que a moça vestia uma roupa sensual. Pela histórica bagunça que é o futebol brasileiro, parece que crônica e público ainda não entenderam o bordão segundo o qual em um campeonato por pontos corridos todo jogo é decisivo. Naquele ano, um jogo ocorrido na antepenúltima rodada entre Corinthians e Internacional é até hoje lembrado como “decisivo”, pois naquele dia houve um pênalti não marcado pela arbitragem em favor dos gaúchos. Naquele mesmo campeonato, no primeiro turno, houve também um pênalti escandaloso em favor do Corinthians e contra o Internacional ignorado pela arbitragem. Por que este lance é convenientemente esquecido? Ou então, supondo que o jogo do segundo turno fosse mais “decisivo” que o do primeiro, por que ninguém se lembra de como a arbitragem ferrou o Corinthians na última rodada contra o Goiás? Talvez pela mesma maldita conveniência. Daquele dia em diante, apitar alguma coisa em favor do Corinthians tornou-se uma espécie de crime. Na dúvida, então, os trios de arbitragem passaram a sistematicamente agir contra. Não sei se conscientemente ou não, mas encontrar os registros das sucessões de erros é fácil. O normal, considerando-se que os “erros” sejam realmente erros, é que um time beneficiado num jogo seja prejudicado em outro. Não por lei de compensação, mas porque erros acontecem. De erro em erro “en su contra”, o Timão entrou numa descendente que culminou com seu rebaixamento para a Série B no ano de 2007. Naquele ano, mesmo sem jogar grande coisa, uma série de erros de arbitragem contra o Corinthians sem nenhuma “contrapartida” levou o time à segunda divisão, da qual ele saiu na bola. Pelas minhas contas, em 2007, o Corinthians perdeu pelo menos nove pontos em erros de arbitragem e não ganhou nenhum. Mais do que suficiente para não ter caído. Mas o mais grave aconteceu esta semana, quando um diretor do Goiás, em entrevista a uma rádio gaúcha, deixou escapar que seu clube tinha uma dívida de gratidão com o Internacional porque o chorolado teria entregado a partida que manteve o time goiano na Série A e rebaixou o Timão. Para quem não se lembra, Corinthians e Goiás chegaram à última rodada numa luta indireta pela sobrevivência na primeira divisão. O Corinthians poderia empatar com o Grêmio se o Goiás não vencesse o Internacional. O Timão empatou por 1 x 1 com o tricolor gaúcho, mas o Goiás venceu o Inter por 2 x 1 num jogo altamente suspeito. Primeiro porque, no intervalo, o então técnico chorolado, Abel Braga, deixou o campo reclamando que seus jogadores não estavam se esforçando; segundo porque o Goiás venceu com um gol de pênalti que o árbitro Djalma Beltrame mandou voltar três vezes até entrar (apesar de ter havido irregularidade inclusive na cobrança que ele transformou em gol). Então agora, dois anos depois, vem um diretor do Goiás deixando escapar essa pérola. Mais tarde o sujeito se corrigiu e disse que a suposta dívida de gratidão goiana seria com o Grêmio, que “não deixou” o Corinthians vencer. Mas o cara é diretor do clube, motivo pelo qual a possibilidade de manipulação de resultado deveria ser, no mínimo, investigada. Alguma coisa ele deve saber. Alguma coisa ele deve ter ouvido. Não falou à toa. Não tenho dúvidas de que, se fosse o contrário, com o Corinthians sendo o beneficiado, a essa altura já haveria oportunistas de plantão movendo ações para esclarecer os fatos. Imagine você, leitor ou leitora, se o Timão tivesse permanecido na Série A com um juiz mandando um pênalti voltar três vezes contra o Grêmio. É claro que isso não iria acontecer, pois o árbitro daquele jogo foi Alicio Pena Júnior, especializado em sacanear o Corinthians. Mas, se acontecesse, isso seria assunto não apenas até hoje, mas ainda daqui a 15 ou 20 anos. Então vem o Brasileirão deste ano. O Corinthians foi prejudicado contra o Palmeiras, contra o São Paulo, contra o Flamengo, contra o Náutico e mais uma série de jogos. Houve um jogo, contra o Internacional, no qual o Corinthians foi beneficiado. E foi só esse. Os times que estão na briga agora receberam ajuda atrás de ajuda da arbitragem. No jogo de hoje, Evandro Rogério Roman deu cartão amarelo para três jogadores do Corinthians no mesmo lance, expulsou o técnico Mano Menezes e ainda marcou um pênalti inexistente para o Flamengo no fim do jogo. Num lance igual sobre Ronaldo quando o jogo ainda estava 0 x 0, ele “interpretou” de outra forma. Nas faltas violentas do Flamengo, fingiu que não era com ele. Quando o Flamengo bateu o pênalti, Felipe nem pulou na bola. E não ficarei espantado se ele for punido. Também não ficarei espantado se Elias, que na saída pro intervalo disse que o árbitro “é um merda e não sabe o que está fazendo”, for suspenso pela declaração. Mas uma certeza eu tenho: o árbitro não será suspenso pela atuação desastrosa de hoje. Ou teria ele recebido ordens pra fazer o resultado em favor do Flamengo? E isso não se limita ao Campeonato Brasileiro. Na Libertadores, que passou a ser cultuada pelo PIB depois que o São Paulo foi campeão em 1993 (até então ninguém no Brasil dava a menor bola pra Libertadores), todos os últimos campeões tiveram durante a campanha favorecimentos absurdos de arbitragem em seu favor. Mas isso só vai virar notícia quando o Corinthians ganhar, provavelmente já no ano que vem. Infelizmente não há como saber até que grau vai a armação e onde entra a incompetência dos árbitros (vale lembrar que por aqui a arbitragem não é profissional, mas amadora). A única certeza é de que o torcedor é tratado como um idiota. O torcedor é quem paga a conta. Torcedor paga pra comprar ingresso, pra comprar camisa, pra comprar pay-per-view. Quem recebe são os jogadores, os árbitros, os dirigentes, os detentores dos direitos de transmissão etc. Eles são sustentados pelos torcedores. Por nós. E nos desrespeitam dia após dia, jogo após jogo, campeonato após campeonato. Eu lamento. Cansei de ser idiota. O Corinthians já jogou este ano 71 jogos. São pelo menos 142 horas perdidas, seis dias inteiros desperdiçados (sem contar as horas escrevendo, discutindo, estressando) por causa de uma armação. Em dez anos, 60 dias. Em 20, quatro meses inteiros. Esse tempo todo ficamos mentalmente distantes das pessoas que amamos, distantes de nossos objetivos de vida, longe de coisas realmente úteis que podemos fazer em favor da sociedade, deixamos de buscar alguma forma de engrandecimento, seja pessoal, espiritual ou material. O alcance deste blog é reduzido, infelizmente. Minhas idéias normalmente não ajudam. Mas se você chegou até aqui, pare e reflita um pouco. Sei que não conseguirei ficar muito tempo sem ver jogos. Mas daqui por diante vou tentar me importar menos. Nada me garante que eu vá vencer essa luta comigo mesmo, mas, se depender do que sinto agora, esta é a última linha que escrevo para este blog. Obrigado.
Escrito por Ricardo às 22h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Jogo 5.130
O time pernambucano abriu o placar com um gol que, na melhor das hipóteses, seria declarado em posição duvidosa pelo PIB se o lance favorecesse o Corinthians. Mas Ronaldo voltou inspirado para o segundo tempo. Marcou o gol do empate, deu o passe para Elias virar o jogo e, por preciosismo, desperdiçou a chance de liquidar a fatura. No meio do segundo tempo, Alício Pena Júnior viu-se obrigadoa expulsar Bruno Mineiro por falta criminosa em Elias. O jogo já se aproximava do fim quando Carlinhos Bala, amiguinho do Alício, achou um gol de empate. Numa altura do campeonato na qual, para o Corinthians, tanto faz como tanto fez, Alício botou então as manguinhas de fora. Aos 46, Escudero fez falta fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Um erro escandaloso de um juiz que rotineiramente erra escandalosamente contra o Corinthians. Aílton converteu o pênalti inventado. Trata-se da terceira vitória seguida do Náutico sobre o Corinthians por um gol de diferença com pênalti arrumado pela arbitragem.Mais curioso ainda é o fato de o Corinthians ser roubado dessa forma em um momento no qual a vitória do Náutico pode colocar em risco a sobrevivência de dois cariocas na Série A, o que parece expor ainda mais o vício anticorintiano de Alício. Alício Pena Júnior tem histórico de inventar pênaltis contra o Corinthians. Certa vez, na Vila Belmiro, um jogador do Santos chutou bisonhamente o gramado e o lance virou pênalti contra o Corinthians nas mãos de Alício. Foi ele o juiz que deu o título da Copa do Brasil de 2008 ao Sport de Carlinhos Bala, contra o Corinthians. Foi ele que apitou o jogo no qual o Timão foi rebaixado no Brasileirão de 2007. Entre tantas outras desgraças. Peço encarecidamente à diretoria do Corinthians que adote a mesma tática do Palmeiras e do São Paulo e passe a vetar certos árbitros. Alício Pena Júnior, a meu ver, ocupa o topo da lista de candidatos a veto. Ninguém pede aqui que o Corinthians seja beneficiado. Basta parar de ser sistematicamente roubado e já estará tudo muito bem. Afinal, mesmo sem ter jogado muita coisa no Brasileirão deste ano, o Corinthians certamente estaria brigando agora por título, não fossem os pontos roubados pela arbitragem. Fora isso, esse negócio de perder ida e volta pra time dirigido pelo Asninho, mesmo que roubado, é algo a ser revisto. Acorda, Corinthians! Contra o Náutico: O Corinthians em 2009: Artilheiros em 2009: Na história do Campeonato Brasileiro: O Corinthians no Pacaembu: O Corinthians na história: *Dos jogos feitos pelo Corinthians desde 1910, há 15 partidas cujos resultados não foram registrados e continuam desconhecidos até hoje. Escrito por Ricardo às 22h10
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Jogo 5.129
Aos 12 minutos, William abriu o placar para o time da casa em um pênalti inventado pelo senhor do apito. Mas, dois minutos depois, Defederico bateu escanteio com efeito e Marquinhos marcou contra. Aos 28, William apareceu na banheira e o auxiliar marcou impedimento, mas o árbitro "bancou o lance". Errado, claro. No fim do primeiro tempo, Balbuena acabou expulso em lance infantil. E o árbitro não precisou mais se esforçar para assegurar a primeira vitória do Avaí sobre o Corinthians na história do confronto entre os dois. Aos 24 da etapa complementar, Léo Gago fechou a conta com o único gol regular marcado pelo Avaí no jogo. E isso porque o Corinthians jogou em ritmo de fim de festa, uma vez que a vitória de ontem do São Paulo sobre o Vitória acabou com chances matemáticas de título. Interessante (ou impressionante, ou estarrecedor) notar que, mesmo tendo abandonado a competição antes do encerramento do primeiro turno e jogando grande parte do Brasileirão com uma má vontade de dar nos nervos, o Corinthians manteve-se com chances matemáticas de conquistar a tríplice coroa até três rodadas do fim. Contra o Avaí: Escrito por Ricardo às 19h20
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Do futebol e dos árbitros
Tenho dado boas risadas nos últimos dias com a falta de bom senso das emissoras de televisão e das páginas de internet dedicadas à cobertura futebolística. Tudo por conta do gol do palmeirense Obina contra o Fluminense pelo árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon. Enquanto tenta-se de tudo para camuflar a incompetência do Palmeiras e espinafrar o árbitro, as TVs e os portais resolveram relembrar o que qualificaram como “grandes erros da história da arbitragem”. Entre tantos erros que poderiam ser citados, os cronistas esportivos pinçaram três casos específicos, declarando sorrateiramente o Corinthians como suposto beneficiário da mão amiga da arbitragem: a semifinal do Paulistão de 1998, contra a Portuguesa; a decisão da Copa do Brasil de 2002, contra o Brasiliense; e o jogo contra o Internacional no returno do Brasileirão de 2005. Analisarei agora cada um desses casos de trás pra frente. O lance de 2005 foi um suposto pênalti não marcado pelo árbitro mineiro Márcio Rezende de Freitas no volante chorolado Tinga. Faltavam três rodadas para o fim do campeonato e o lance foi declarado como “decisivo” no empate por 1 x 1. Mas os mesmos cronistas que denunciaram esse caso esqueceram-se que, no primeiro turno daquele Brasileirão, no jogo em Porto Alegre, um 0 x 0, houve um pênalti escandaloso no então atacante corintiano Jô. Segundo o chavão repetido exaustivamente pelos mesmos cronistas, numa disputa por ponto corridos todo jogo é decisivo. Não creio que uma mão lave a outra nem que erros de arbitragem dentro das quatro linhas devam ser compensados. Mas, apesar de os dois lances terem sido decisivos, um deles é convenientemente esquecido e o outro é martelado persistentemente na cabeça da audiência. Por que será? E ninguém nem ao menos se dá ao trabalho de lembrar que pênalti não é garantia de gol. O episódio de 2002, contra o Brasiliense, é um pouco mais insano. Na primeira partida da final, disputada no Morumbi, o então atacante corintiano Gil e um zagueiro adversário saem correndo atrás de uma bola chutada para o alto. Os dois correm olhando para cima, nitidamente visando à bola. Enquanto correm, o zagueiro tropeça em Gil e cai. Um choque natural. Nada além. Gil saiu com a bola na frente do goleiro e rolou para Deivid marcar. O Corinthians venceu aquele jogo por 2 x 1. O árbitro era Carlos Eugênio Simon. E a única irregularidade por ali era um desnível no gramado do Morumbi a 20 metros do lance. Mas a cereja do bolo é a semifinal do Paulistão de 1998, contra a Portuguesa. O Corinthians jogava por dois empates para ir à decisão. No primeiro jogo, 1 x 1. No segundo, apitado pelo argentino Javier Castrilli, o placar foi 2 x 2. E até hoje os cronistas falam de um pênalti no fim de jogo que deu o empate ao Corinthians. A nenhum deles convém lembrar que os dois gols marcados pela Portuguesa foram irregulares, com os bandeirinhas permitindo a sequência de jogadas nas quais havia impedimento do ataque lusitano. Lembram-se apenas que o Corinthians empatou com dois gols de pênalti, como se isso fosse crime. No primeiro deles, uma gravata dentro da área em cima do zagueiro Cris; no segundo, um toque de mão do zagueiro César aos 45 do segundo tempo. O primeiro pênalti todo mundo viu. O segundo, ninguém além do árbitro. Todos os ângulos de visão das câmeras estavam encobertos. A única pessoa com visão frontal do lance era Castrilli. Hoje, os cronistas juram de pés juntos que César matou no peito. Mas ninguém sabe ao certo além de Castrilli. E ele só pode ter marcado o que viu. Ou seja: do meio de todo o chororô palmeirense, o alvo da crônica antidesportiva acabou sendo o Timão, que desde 2005 tem sido alvo constante de erros crassos de arbitragem. Nenhuma dessas cronologias de “grandes erros de arbitragem” lembrou dos lances que levaram o Palmeiras e o São Paulo à liderança da atual edição do Campeonato Brasileiro, inclusive nos jogos do returno contra o Corinthians, que, sozinhos, já deixariam o Flamengo na liderança. Também se esqueceram de mencionar como o São Paulo levou o Brasileirão de 1986 em cima do Guarani com um gol em que a bola entrou por fora, por um furo na rede. Ou então da série de erros grotescos que deram o título ao São Paulo em 2007. Também se esqueceram dos erros que contribuíram para o rebaixamento do Corinthians em 2007, das ajudas pelo caminho que deram ao Palmeiras e ao Internacional seus respectivos títulos de Libertadores. E de tantas outras coisas mais. Poucos times no futebol brasileiro, por exemplo, são tão beneficiados quanto o São Paulo. Os jogadores de um dos times que deu origem a esse clube eram carinhosamente chamados pela imprensa da época de “nossos meninos”. Hoje os atletas do São Paulo não são mais chamados assim, mas o clube continua sendo tratado como tal pela maior parte dos veículos de comunicação.
Escrito por Ricardo às 16h29
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Jogo 5.128
A vitória alvinegra pôs fim a uma sequência de cinco empates consecutivos no duelo entre Corinthians e Santo André, quatro deles por 1 x 1. Sempre redondo, o atacante alvinegro abriu o placar com um lindo gol de canhota de fora da área aos 36 minutos do primeiro tempo. A bola foi na forquilha, sem chances para o goleiro Neneca. Aos 30 da etapa complementar, Ronaldo matou no peito na meia lua e deu um passe meio quadrado, mas a zaga tratou de arredondar para Dentinho fuzilar na saída de Neneca. Além da boa atuação do Fofômeno, destaque também para Jorge Henrique e Defederico. Os dois tabelaram com facilidade na partida de hoje e jogaram bola como se fossem companheiros de peladas desde a infância. Balbuena, pelo segundo jogo seguido, carimbou o travessão e mostrou raça. Os leitores deste Retrospecto Corintiano já devem ter reparado que o blogueiro é um tanto corintianocêntrico. Eis que o sujeito foi olhar com mais atenção a tabela agora à noite e percebeu que o Timão está a apenas dez pontos do topo da tabela. Restam doze em disputa. É improvável o que você está pensando que o maluco do blogeiro está pensando? Sim, claro que é. Bastante improvável, aliás. Mas é impossível? Não. Longe disso. Nada é impossível. E não. Eu não bebi demais. Pelo menos por hoje. Contra o Santo André: Escrito por Ricardo às 21h38
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Jogo 5.127
O Timão alugou o meio de campo durante o primeiro tempo, mas saiu na frente somente aos 39 minutos. Defederico deu passe magistral para Jorge Henrique, que saiu na cara do gol. Ao driblar Marcos, Jorge Henrique foi derrubado pelo goleiro palmeirense. Marcos foi expulso. E Ronaldo abriu o placar ao bater a penalidade. Dois minutos depois, Jorge Henrique puxava contra-ataque quando sofreu carrinho criminoso de Danilo. O lance era para expulsão, mas Héber Roberto Lopes ficou só no cartão amarelo. No início do segundo tempo, a defesa falhou, Felipe cassou borboleta e Danilo, que deveria ter sido expulso, igualou o marcador. Mas o Corinthians continuava senhor do jogo. Aos 20, novo passe magistral de Defederico, desta vez para Ronaldo. O atacante corintiano gingou, tirou o goleiro Bruno e, quase sem ângulo, colocou o Timão novamente na frente. Tudo parecia caminhar para o fim do jejum de três anos sem vencer o Palmeiras. Só que o Palmeiras empataria o jogo em nova falha de marcação. Defederico, Jorge Henrique e Ronaldo jogaram muito bem, mas o Palmeiras soube se defender e assegurou o empate, mesmo tendo jogado mais de um tempo inteiro com um homem a menos no calor infernal de Presidente Prudente. Aliás, o jogo ficou muito além das minhas expectativas. Jogar em Prudente com sol a pino (e sol de três da tarde, já que estamos em horário de verão) é de matar. Apesar da falta de bom senso da parte de quem marcou o jogo para esse horário, a partida foi brigada e disputada. O Palmeiras, inclusive exagerou na chinelada, mas a arbitragem foi condescendente com as botinadas alviverdes. Para o Corinthians, 2009 acabou hoje. Este blog acompanhará os últimos jogos da temporada em ritmo de balanço de fim de ano, e torcendo para que o centenário alvinegro seja mais prolífico do que o atual em títulos e em bom futebol, que ficou limitado ao primeiro semestre. Não que vencer o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil seja pouco. É ótimo. Mas qualquer pessoa menos desatenta sabe que, se tivesse encarado o Brasileirão com seriedade, o Corinthians estaria agora brigando pela tríplice coroa. Contra o Palmeiras: Escrito por Ricardo às 23h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
||